quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Brasil-Proclamação da República.


História da Proclamação da República, feriado do dia 15 de Novembro, crise da monarquia, Marechal Deodoro da Fonseca, movimento republicano, história do Brasil, fim da monarquia, democracia no Brasil.



No final da década de 1880, a monarquia brasileira estava numa situação de crise, pois representava uma forma de governo que não correspondia mais às mudanças sociais em processo. Fazia-se necessário a implantação de uma nova forma de governo, que fosse capaz de fazer o país progredir e avançar nas questões políticas, econômicas e sociais.

Crise da Monarquia

- Interferência de D.Pedro II nos assuntos religiosos, provocando um descontentamento na Igreja Católica;

- Críticas feitas por integrantes do Exército Brasileiro, que não aprovavam a corrupção existente na corte. Além disso, os militares estavam descontentes com a proibição, imposta pela Monarquia, pela qual os oficiais do Exército não podiam se manifestar na imprensa sem uma prévia autorização do Ministro da Guerra;

- A classe média (funcionário públicos, profissionais liberais, jornalistas, estudantes, artistas, comerciantes) estava crescendo nos grandes centros urbanos e desejava mais liberdade e maior participação nos assuntos políticos do país. Identificada com os ideais republicanos, esta classe social passou a apoiar o fim do império;

- Falta de apoio dos proprietários rurais, principalmente dos cafeicultores do Oeste Paulista, que desejavam obter maior poder político, já que tinham grande poder econômico;

Diante das pressões citadas, da falta de apoio popular e das constantes críticas que partiam de vários setores sociais, o imperador e seu governo, encontravam-se enfraquecidos e frágeis. Doente, D.Pedro II estava cada vez mais afastado das decisões políticas do país. Enquanto isso, o movimento republicano ganhava força no Brasil.

A Proclamação da República

No dia 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca, com o apoio dos republicanos, demitiu o Conselho de Ministros e seu presidente. Na noite deste mesmo dia, o marechal assinou o manifesto proclamando a República no Brasil e instalando um governo provisório.

Após 67 anos, a monarquia chegava ao fim. No dia 18 de novembro, D.Pedro II e a família imperial partiam rumo à Europa. Tinha início a República Brasileira com o Marechal Deodoro da Fonseca assumindo provisoriamente o posto de presidente do Brasil. A partir de então, o pais seria governado por um presidente escolhido pelo povo através das eleições. Foi um grande avanço rumo a consolidação da democracia no Brasil.
fonte:http://www.suapesquisa.com

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Quem disse que ele não amava ?

Para alguns historiadores e pesquisadores que afirmam que Adolf Hitler não tinha nenhum sentimento humano, eu descordo, quando Hitler ganhou a sua cadela Blondi (1941ou1942 não se sabe ao certo, e morte em 1945)Hitler a amava até mas que sua amante Eva Braun 
,Blondi permaneceu com Hitler mesmo quando ele se mudou para o bunker subterrâneo em janeiro de 1945. Em março, ou mais provavelmente em abril de 1945, ela deu luz à uma cria de cinco filhotes com o pastor alemão Harras, pertencente a Paul Troost.Hitler batizou um dos filhotes de "Lobo", seu apelido favorito e o significado de seu próprio nome, Adolf (lobo nobre), treinando-o.
De acordo com testemunhas, Hitler era muito afeiçoado à Blondi, mantendo-a a seu lado e permitindo que ela dormisse em seu quarto no bunker, uma afeição não compartilhada por Eva Braun, companheira de Hilter, que preferia seus dois cães scottish terrier, Negus e Stasi (ou Katuschka). De acordo com Traudl Junge, secretária pessoal de Hitler, Eva detestava Blondi e costumava chutá-la por baixo da mesa de jantar.
Antes de Hitler cometer suicídio em 30 de abril de 1945, ele ordenou que o médico Werner Haase testasse em Blondi os comprimidos de cianureto que ele utilizaria, temendo que as pílulas fossem falsas. Comprovada a eficácia do veneno, ele ficou completamente inconsolável e tirou sua própria vida pouco tempo depois. 
De acordo com um relatório encomendado por Stálin e baseado em depoimentos de testemunhas, o sargento Fritz Tornow, que cuidava dos cães no bunker, arrancou as crias de Blondi dos braços dos filhos de Joseph Goebbels e matou os animais a tiros no jardim do bunker. Ele então matou os cães de Eva Braun e seu próprio dachshund com uma injeção letal. Tornow foi posteriormente capturado pelos aliados. Quando a Batalha de Berlim terminou, o corpo da cadela foi exumado e fotografado pelos soviéticos.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

COREIA DO NORTE AMEAÇA ATACAR COREIA DO SUL - Seul promete responder a qualquer provocação

A Coreia do Norte ameaçou esta sexta-feira abrir fogo contra o Sul se o Governo de Seul não impedir activistas de lançarem balões com mensagens anti-regime no seu território. Há meses que não era emitido um aviso tão duro por parte das autoridades de Pyongyang.
Se os panfletos chegarem ao solo norte-coreano como está previsto acontecer na segunda-feira, “um ataque militar impiedoso das unidades da Frente Ocidental será posto em prática sem aviso”, anunciou a agência oficial KCNA. Também será alvo das forças norte-coreanas uma zona turística próxima da cidade fronteiriça de Paju, a poucos quilómetros da zona desmilitarizada que separa os dois países. “O Exército Popular Coreano nunca faz ameaças vãs”, disseram à agência comandantes militares.
Os activistas não se deixaram intimidar. “No ano passado recebemos ameaças semelhantes, e isso não nos deteve na altura, e não irá deter-nos agora”, reagiu Pak Sang-hak, um norte-coreano no exílio que há 12 anos fugiu para o Sul, citado pela Reuters. Pak é agora o líder da aliança de grupos de exilados norte-coreanos e activistas dos direitos humanos que pretende lançar em direcção ao Norte vários balões gigantes, com 200 mil panfletos, a criticar o regime de Kim Jong-un. Para além dos panfletos, chegarão também do ar algumas notas de um dólar. A aproximação de eleições presidenciais na Coreia do Sul, em Dezembro, e os planos de preparação de mísseis de longo alcance por parte de Seul têm irritado Pyongyang e levado a uma escalada de comentários belicistas. O Governo sul-coreano anunciou manobras militares na próxima semana com a participação de 240 mil soldados de todos os ramos da Defesa, e ainda de forças norte-americanas. O ministro sul-coreano da Defesa garantiu ao Parlamento que qualquer ataque será alvo de retaliação. “Se acontecer, haverá uma resposta perfeita contra a fonte do ataque”, declarou Kim Kwan-jin aos deputados. O seu Exército ficou debaixo de críticas depois de não ter detectado um soldado norte-coreano que atravessou a fronteira altamente militarizada entre os dois países para ir bater à porta do quartel dos soldados. “
Não seria a primeira vez que o Norte lançaria um ataque ao Sul (os dois países continuam formalmente em conflito, uma vez que a guerra de 1950-1953 terminou apenas com um armistício, sem acordo de paz). Em Novembro de 2010, o Norte abriu fogo sobre a ilha sul-coreana Yeonpyeong, provocando mortes civis. O país também foi considerado responsável pelo afundamento de uma corveta do Sul que terminou com a morte de 46 marinheiros, em Março do mesmo ano. Na quinta-feira, o Presidente Lee Myung-Bak fez uma visita surpresa a Yeonpyeong. “Se a Coreia do Norte nos provocar, deveremos responder em força. Devemos defender [a fronteira marítima] até ao fim”, citou a AFP.
Neto de Kim Jong-il na televisão O neto do “Querido Líder” Kim Jong-il, e sobrinho do actual chefe de Estado, Kim Jong-un, deu uma raríssima entrevista, a partir da Bósnia, onde está a estudar. Kim Han-sol, de 17 anos, afirmou a uma televisão finlandesa que gostaria de “tornar as coisas melhores” para o povo do seu país. “Sempre sonhei que um dia eu voltaria para melhorar as coisas e tornar a vida mais fácil às pessoas”, afirmou num inglês fluente. Han-sol é filho de Kim Jong-nam, irmão mais velho do actual líder, que tem vivido em Macau e na China. Falou ainda dos seus sonhos de reunificação das duas Coreias. Contou que tem amigos sul-coreanos e que, apesar de ter sido estranho ao início, “pouco a pouco” começaram a entender-se. “Ao ter conhecido pessoas, conclui que devo ouvir as opiniões de ambos os lados, ver o que é bom e o que é mau, e tomar as minhas próprias decisões”.
Nunca pôde ouvir as opiniões do avô ou do seu tio porque nunca os conheceu. Mas descreveu, segundo a BBC, a sua infância passada na capital sobretudo em Macau e na China. Só percebeu quem era o seu pai depois de “montar as peças de um puzzle” à medida que foi crescendo. “Não sabia se ele sabia que eu existo”. Fonte: Público Portugal

terça-feira, 2 de outubro de 2012

22 anos de reunificação da República Federal da Alemanha

No dia 3 de outubro de 1990 a Alemanha Oriental e a Alemanha Ocidental se reunificarão em um uma Alemanha só. Logo apos que os Aliados derrotaram o Reich Alemão de Adolf Hitler eles dividiram a Alemanha em Alemanha Ocidental (controlado por:França,Reino Unido,Estados Unidos) e na Alemanha Oriental (controlada pela União Soviética)e sua capital Berlim Dividida também em duas com o Muro de Berlim,esse muro tao famoso quanto a muralha da china dividira famílias,amigos etc... A reunificação foi marco Histórico mundial e que alguns historiadores afirma que foi o inicio do fim da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

63 ANOS DE REPÚBLICA POPULAR DA CHINA

Em 1 de Outubro de 1949 os Comunistas entram no poder após 22 anos de Guerra Civil, as forças Nacionalistas de Chang Kai-Chek após serem derrotados pelo Exercito Vermelho Chinês, refugiram-se na Ilha de Formosa (Taiwan/Republica Da China). Mao Tse-Tung proclamou ao continente REPÚBLICA POPULAR DA CHINA, cuja o Governo estava sobe controle do PCC(Partido Comunista Chinês). o Pais recém formado Comunista passara por uma crise enorme pois 0,6% da população trabalhava em fabrica,em 1950 o mesmo ano que a China anexou o Tibete, o governo Chinês assina um tratado de amizade com a União Soviética, e pois em pratica as medidas radicais de transformações social e a economia do pais iria tomar como modelo a da URSS.
63 ANOS DE REPÚBLICA POPULAR DA CHINA.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

LONGA JORNADA com a FEB na Itália – Fornovo Di Taro

Alcides Basso diz que, ao chegarem a Tortona, pequena cidade que, aparentemente, havia sido menos avariada na guerra, os brasileiros ficaram acampados por dois dias. De lá, após receberem nova missão, retomaram a marcha até Fornovo di Taro. Após passarem a noite de 28 de abril protegidos, ao amanhecer, progrediram cerca de três quilômetros e chegaram próximo ao local onde os comandantes brasileiros e alemães estavam negociando a rendição da 148ª Divisão de Infantaria e remanescentes das 90ª Divisão Panzer Granadier e Bersaglieri Itália para a FEB. Acamparam e pernoitaram no local, fazendo segurança aproximada. O cenário da rendição alemã No dia seguinte, os alemães começaram a entregar armamento, carros, motos, bicicletas e até cavalos. Eram quase 15.000 homens, milhares de animais, viaturas e armamento. “Estávamos de um lado da estrada e os alemães do outro. Largamos as armas e atravessamos a estrada que nos separava. A guerra havia acabado e, se havia acabado a guerra, não mais havia inimigos. Uns falando um pouco em polonês, outros em alemão, acabávamos nos entendendo. Consegui trocar comida e cigarros por uma Parabelum alemã e uma Beretta italiana. Os soldados alemães trocavam qualquer coisa por comida, pois estavam com fome. Além disso, para eles, a arma não serviria para mais nada, e, de qualquer modo, teriam de entregá-la. Pelo menos matavam a fome. Tenho o privilégio e o orgulho de dizer que fiquei ali, de frente para eles, quando se renderam”, conclui Alcides Basso. Cumprida a missão em Fornovo, os contingentes da FEB prosseguiram para o norte, em perseguição às tropas alemãs, e ocuparam a região de Alessandria. Depois de passarem pela cidade de Turim, as tropas brasileiras realizaram a junção com as tropas francesas, em Susa. A missão estava quase cumprida. Os alemães haviam se rendido. Entretanto, até 3 de junho de 1945, a FEB realizou ações de manutenção de paz e segurança das áreas ocupadas. Pedro Vidal, depois de permanecer grande parte do tempo no Depósito de Pessoal, seguiu para o norte, integrado ao 11º RI, já no período de ocupação do terreno. “Não participei de nenhum grande combate, mas de algumas patrulhas isoladas, sim. Nessas ações, a maior responsabilidade era do ‘sargentão’, comandante da patrulha. No terreno ainda havia alguns tedescos e, não raras vezes, ocorriam escaramuças. Por isso, os deslocamentos exigiam disciplina e atenção total. Pelo desempenho nas patrulhas, vi vários companheiros serem promovidos. Saíam para a patrulha como cabos ou soldados e, dependendo da relevância e da complexidade da missão, ao retornarem, eram promovidos por ato de bravura”. Observação: Ao encerrar os capítulos intitulados “Ações em Combate”, é importante salientar que, por ter sido baseado em depoimentos de veteranos que efetivamente participaram dos combates, “Longa Jornada” não menciona passagens destacadas da FEB na Itália, como Monte Castelo e Castelnuovo, entre outros. Na edição ampliada, a ser lançada em 2013, esses combates terão especial atenção. Foto: Oficiais da 148ª Divisão de Infantaria (Acervo de Wanda Reis Pedroso)

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL: MUSSOLINI É RESGATADO EM OUSADA OPERAÇÃO 12 de septembro de 1943

No dia 12 de setembro de 1943, em uma operação conhecida pelo código de Operação Carvalho (em alemão Unternehmen Eiche, em italiano Operazione Quercia), aconteceu o ousado resgate do ditador italiano Benito Mussolini, durante a Segunda Guerra Mundial. A ação, ordenada por Adolf Hitler, planejada pelo major Mors Harald e aprovada pelo general Kurt Student, foi bem sucedida. O comando era do capitão SS Otto Skorzeny. Skorzeny foi escolhido pelo próprio Hitler para uma missão difícil, a libertação de Benito Mussolini, aprisionado após o armistício da Itália com os aliados em 1943. Numa ação espetacular durante a Operação Carvalho, Skorzeny e seus comandos libertaram Mussolini de sua prisão nos Apeninos, no monte Gran Sasso, na Itália Central.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

FRANÇA E GRÃ-BRETANHA DECLARAM GUERRA À ALEMANHA

03 de septembro de 1939
No dia 3 de setembro de 1939, França e Grã-Bretanha declararam guerra à Alemanha nazista que havia invadido a Polônia. Dois dias depois, os Estados Unidos declaram sua neutralidade. Era o início da Segunda Guerra Mundial, conflito armado que envolveu as principais potências mundiais da época e que só terminou em 1945, após a morte de aproximadamente 17 milhões de civis. Dez meses antes, a Alemanha já havia invadido os sudetos da Tchecolosváquia, uma região do país, na Boêmia, habitada por alemães. Em março, toda a Tchecolosváquia e a Áustria estavam anexadas à Alemanha. Os aliados, seus futuros inimigos, não se manifestaram diante de tais desrespeitos à soberania dessas nações.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Ato de rendição da Alemanha 1945

“Nós abaixo assinados, agindo com a autoridade do Alto Comando Alemão, e por meio deste, rendemos incondicionalmente todas as forças em terra, mar e ar, que estão até esta data sobre controle alemão, ao Comando Supremo da Força Expedicionária Aliada e simultaneamente ao Alto Comando Soviético. O Alto Comando Alemão irá, de uma só vez, ordenar todas os militares alemães, autoridades navais e do ar, e todas as forças sob controle alemão, cessar as atividades e operações às 23:01 horas do horário europeu central do dia 8 de maio e manter suas atuais posições naquele momento e a se desarmar completamente, abaixando suas armas e entregando seus equipamentos ao comandante aliado local ou aos oficiais designados pelos representantes do Comando Supremo Aliado. Nenhum navio, nave ou aviões deve fugir, ou qualquer dano deve ser causa em seu casco, maquinário ou equipamentos e também às maquinas de quaisquer tipos, armamentos, aparatos de guerra, e todos os significados técnicos dessa ação de guerra em geral.. O Alto Comando Alemão irá, de uma só vez, ordenar ao comandante apropriado, e assegurar o cumprimento de quaisquer ordens feitas pelo Comando Supremo da Força Aliada Expedicionária e pelo Alto Comando Soviético. Este ato de rendição militar é imparcial, e substitui qualquer instrumento geral de rendição imposto por ou em nome das Nações Unidas e aplicável na Alemanha e em todas as forças armadas alemãs como um todo. No caso de forças sob o Comando do Alto Comando Alemão não cumprirem este ato de rendição, o Comando Supremo da Força Aliada Expedicionária e o Alto Comando Soviético irão tomar ações punitivas ou qualquer outra ação que vejam apropriadas. Este ato está sendo escrito em inglês, russo e alemão. As versões em russo e inglês são as únicas versões autenticas.”

Guerras

Grécia Antiga 1250 - 1240 a.C.: Guerra de Tróia 499 - 479 a.C.: Guerras Médicas 431 - 404 a.C.: Guerra do Peloponeso 334 - 323 a.C.: Campanhas de Alexandre, o Grande Roma Antiga 343 - 290 a.C.: Guerras Samnitas contra Samnium 264 - 146 a.C.: Guerras Púnicas contra Cartago 264 - 241 a.C.: Primeira Guerra Púnica 218 - 202 a.C.: Segunda Guerra Púnica 149 - 146 a.C.: Terceira Guerra Púnica 215 - 168: Guerras Macedónicas 91 - 88 a.C.: Guerra Social contra os aliados latinos 82 - 81 a.C.: Guerra civil de Sulla 58 - 50 a.C.: Guerras da Gália, conquista da Gália por Júlio César 49 - 45 a.C.: Guerra civil de Júlio César 43: Invasão romana das ilhas britânicas 220 - 265: Guerra dos Três Reinos na China 291 - 306: Guerra dos Oito Príncipes na China Idade Média e Renascimento 711 - 718: Conquista árabe da Espanha 1066: Conquista Normanda de Inglaterra 1096 - 1291: Cruzadas 1096 - 1099: Primeira Cruzada 1147 - 1149: Segunda Cruzada 1187 - 1191: Terceira Cruzada 1202 - 1204: Quarta Cruzada 1209 - 1229: Cruzada contra os Cátaros 1217 - 1221: Quinta Cruzada 1228: Sexta Cruzada 1248 - 1254: Sétima Cruzada 1270: Oitava Cruzada 1271 - 1291: Nona Cruzada 1236 - 1237: Invasão Mongol da Bulgária do Volga 1223 - 1240: Invasão Mongol da Rússia 1241: Invasão mongol da Europa 1248 - 1254: Sétima Cruzada 1262 - 1267: Guerra Berke-Hulagu 1139 - 1153: A Anarquia, guerra civil inglesa 1152 - 1453: Guerra da Barba Guerra da Independência Escocesa 1296 - 1328: Primeira Guerra da Independência Escocesa 1332 - 1333: Segunda Guerra da Independência Escocesa 1337 - 1453: Guerra dos Cem Anos 1341 - 1364: Guerra da Sucessão da Bretanha 1385 - 1399: Guerra Tokhtamysh-Tamerlão 1420 - 1436: Guerras Hussitas 1454 - 1466: Guerra dos Treze Anos, entre a Polónia e os Cavaleiros Teutônicos 1455 - 1485: Guerra das Duas Rosas Séculos XVI a Século XIX 1521 - 1523: Guerra da Libertação da Suécia 1562 - 1598: Guerras da Religião em França ou Guerras Huguenotes 1568 - 1648: Guerra dos Oitenta Anos (independência da Holanda) 1588 - 1654: Guerra Luso-Neerlandesa 1618 - 1648: Guerra dos Trinta Anos 1639 - 1652: Guerra Civil Inglesa (Oliver Cromwell) 1648 - 1653: Fronda em França 1648 - 1654: Rebelião de Chmielnicki 1654 - 1656: Guerra Russo-Polaca 1655 - 1656: Guerra Sueco-Brandenburg 1655 - 1660: Guerra Sueco-Polaca 1656 - 1658: Guerra Russo-Sueca 1656 - 1660: Guerra Sueco-Dinamarquesa 1657 - 1660: Guerra Sueco-Holandesa 1658 - 1667: Guerra Russo-Polaca 1701 - 1714: Guerra da Sucessão Espanhola 1733 - 1738: Guerra de Sucessão da Polônia 1740 - 1748: Guerra da Sucessão da Áustria 1754 - 1777: Guerras Guaraníticas 1756 - 1763: Guerra dos Sete Anos 1775 - 1783: Guerra da Independência dos Estados Unidos 1803 - 1815: Guerras Napoleónicas 1807 - 1814: Guerra Peninsular 1809 - 1825: Guerra da Independência da Bolívia 1810 - 1816: Guerra da Independência da Argentina 1810 - 1821: Guerra da Independência do México 1817 - 1818: Guerra da Independência do Chile 1822 - 1823: Guerra da Independência do Brasil 1825 - 1828: Guerra da Cisplatina 1828 – 1834: Guerras Liberais em Portugal 1835 - 1845: Guerra dos Farrapos 1839 - 1860: Guerras do ópio 1839 - 1842: Primeira Guerra do Ópio; 1856 - 1860: Segunda Guerra do Ópio 1848 - 1866: Guerras de Unificação da Itália 1848 - 1849: Primeira Guerra de Independência Italiana 1859: Segunda Guerra de Independência Italiana ou Guerra Franco-Austríaca ou de Guerra Austro-Piemontesa 1866: Terceira Guerra de Independência Italiana (Também chamada de Guerra das Sete Semanas, Guerra Austro-prussiana ou Guerra Civil Alemã). 1851 - 1852: Guerra contra Oribe e Rosas 1853 - 1856: Guerra da Criméia 1861 - 1865: Guerra Civil Americana ou Guerra de Secessão 1864: Guerra contra Aguirre 1864 - 1870: Guerra da Tríplice Aliança ou Guerra do Paraguai 1868 - 1869 : Guerra Boshin 1870 - 1871: Guerra franco-prussiana 1879: Guerra Anglo-Zulu 1879: 1881: Guerra do Pacífico ou do Salitre 1880 - 1881: Primeira Guerra dos Bôeres 1894 - 1895: Guerra Sino-Japonesa 1899 - 1902: Segunda Guerra dos Bôeres na África do Sul 1900 - 1901: Guerra dos Boxers na China Século XX 1904 - 1905: Guerra Russo-Japonesa 1912 - 1913: Guerra dos Bálcãs 1914 - 1918: Primeira Guerra Mundial 1918 - 1922: Guerra Civil Russa 1932 - 1935: Guerra do Chaco 1936 - 1939: Guerra Civil Espanhola 1939 - 1945: Segunda Guerra Mundial 1940 - 1989: Guerra Fria 1946 - 1954: Primeira Guerra da Indochina 1947: Guerra Indo-Paquistanesa ou I Guerra Caxemira 1964 - 2005: Guerra Civil na Colômbia 1965: Guerra Indo-Paquistanesa ou II Guerra Caxemira 1950 - 1953: Guerra da Coréia 1954 - 1962: Guerra da Argélia 1961 - 1975: Guerras Coloniais 1961 - 1975: Em Angola:Guerra da Libertação de Angola 1964 - 1975: Em Moçambique: Luta Armada de Libertação Nacional 1964 - 1973: Guerra do Vietname 1966 - 1988: Guerra da Independência da Namíbia 1967 - 1967: Guerra dos Seis Dias 1969: Guerra do futebol (Honduras contra El Salvador); 1971: Guerra de Bangladesch 1973 - 1973: Guerra do Yom Kippur 1975 - 1998: Guerra da Independência de Timor 1979 - 1989: Ocupação soviética do Afeganistão 1980 - 1988: Guerra Irã-Iraque 1982 - 1982: Guerra das Malvinas (Falklands) 1990 - 1991: Guerra do Golfo 1991 - 2001: Guerra dos Balcãs (Guerras da ex-Iugoslávia) 1994 - 1997: I Guerra da Chechênia 1996 - 1997: Guerra Civil do Zaire 1999 : II Guerra da Chechênia Século XXI 2001 - 2002: Invasão do Afeganistão 2003 - Guerra do Iraque 2006 - 2006: Ofensiva militar de Israel no Líbano

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Avião que lançou a bomba atômica sobre Hiroshima, em 1945, é reconstruído e vira alvo de protestos de sobreviventes

O velho bombardeiro B-29 prateado da Força Aérea americana está de volta – e, com ele, a polêmica que o acompanha desde o dia 6 de agosto de 1945. O avião que transportou e do qual foi lançada a bomba atômica que arrasou a cidade japonesa de Hiroshima na II Guerra deverá ser a maior atração da nova ala do Museu Nacional Aeroespacial Smithsonian, em Washington, que abrirá ao público na semana que vem. Será um retorno em grande estilo. O Enola Gay, nome dado ao bombardeiro pelo comandante da missão para homenagear a mãe, foi inteiramente restaurado. O trabalho durou quase vinte anos e incluiu o garimpo de peças originais com colecionadores. O reaparecimento do avião, como era de esperar, irritou grupos pacifistas americanos e japoneses. Eles não exigem o cancelamento da exposição, mas querem a inclusão de fotos de vítimas da bomba atômica de Hiroshima ao lado da ficha de apresentação com os dados técnicos do bombardeiro no museu. Há oito anos, quando partes do avião foram exibidas no Smithsonian pela primeira vez, houve polêmica semelhante que não deu em nada. A direção do museu já avisou que não vai atender aos pedidos.
Os sentimentos amargos são inevitáveis. A bomba atômica de Hiroshima aniquilou 140.000 pessoas. Três dias depois, foi a vez de Nagasaki ser arrasada pela segunda e última bomba atômica até hoje detonada numa guerra, deixando mais 70.000 mortos. Os testemunhos dos sobreviventes são assustadores: a onda de calor e o deslocamento do ar causados pela explosão formaram uma bola de fogo que avançou 740 metros em apenas um segundo, mais de duas vezes a velocidade do som. Quem estava próximo do epicentro da explosão, onde a temperatura atingiu 4.000 graus, simplesmente evaporou, deixando manchas no solo escurecido. Prédios ruíram, soterrando famílias inteiras. Havia, por fim, a radiação – veneno mortal, mas não imediato, que penetra na medula óssea e nas glândulas linfáticas destruindo os glóbulos brancos do sangue. Há casos de leucemia e câncer desenvolvidos décadas após a exposição à radiação. Ainda se discute se, do ponto de vista militar, os ataques atômicos ao Japão foram realmente necessários para pôr fim à guerra. Os Estados Unidos estimam que se não tivessem feito isso teriam perdido 1 milhão de soldados na invasão do arquipélago nipônico. O certo é que a devastação vista em Hiroshima e Nagasaki serve até hoje para inibir o uso de armas nucleares. Sobretudo porque desde 1945 se ampliou a capacidade tecnológica de exterminar seres humanos. A bomba de Hiroshima pesava 4 toneladas, tinha poder de explosão de 17 quilotons, o equivalente a 17.000 toneladas de TNT, e exigia um avião bombardeiro de grande porte para transportá-la. Hoje, a maioria das armas nucleares do arsenal americano pesa menos de 45 quilos e tem potência média de 1 megaton, ou 1 milhão de toneladas de TNT. É colocada na ponta de um foguete e pode ser lançada de avião, navio ou submarino, viajar 1.600 quilômetros guiada por satélite e acertar o alvo com uma margem de erro de 6 metros. Estima-se que haja mais de 35.000 ogivas nucleares em poder de Estados Unidos, Rússia, Inglaterra, França, China, Paquistão, Índia, Israel e Coréia do Norte – o suficiente para destruir o mundo mais de trinta vezes e transformar o pesadelo de Hiroshima num pálido testemunho da insensatez humana.
Enola Gay
Durante os conflitos da Segunda Guerra Mundial, o bombardeio B-29 que lançou a bomba atômica em Hiroshima, em 6 de agosto de 1945, foi batizado de Enola Gay. O avião era pilotado pelo coronel Paul Tibbets Jr, na época, comandante número 509 do Grupamento Aéreo dos EUA. O avião B-29 era um quadrimotor batizado de Enola Gay em homenagem à mãe do comandante. O bombardeio atômico arrasou com a cidade de Hiroshima, matando mais de 140.000 pessoas. Três dias depois, a segunda bomba atômica foi lançada sobre Nagasaki, onde 70.000 pessoas foram mortas. Em ambas as cidades, durante o bombardeio, os habitantes sentiram intenso calor numa temperatura de 4.000 graus, muitos evaporaram deixando somente a marca da sombra no chão. Edifícios ruíram e diversas famílias ficaram soterradas. As duas bombas atômicas deixaram alto nível de radioatividade no ambiente que destruiu os glóbulos brancos do sangue das pessoas, gerando leucemia e câncer.
Até os dias atuais, discute-se a real necessidade das duas bombas atômicas terem sido lançadas no Japão. Os EUA se defendem, dizendo que naquele momento havia a estimativa de perder 1 milhão de soldados numa possivel invasão ao arquipélago nipônico. A bomba de Hiroshima, lançada pelo Enola Gay, tinha potência equivalente a 17.000 toneladas de TNT e exigia o uso de uma avião bombardeio de grande porte para transportá-la. Atualmente, uma arma nuclear pesa menos de 45 quilos com uma potência média de 1 milhão de tonelada de TNT, sendo instalada na ponta de um foguete num avião, navio ou submarino, com guia via satélite. Em 2003, O Enola Gay teve a sua restauração concluída e se tornou numa atração no Museu Nacional Aeroespacial Smithsonian, em Washington. Nos anos 2000, a estimava-se que havia mais de 35.000 ogivas nucleares no mundo, presentes dos EUA, Rússia, Inglaterra, França, China, Paquistão, Índia, Israel e Coréia do Norte. Essa quantidade tem a capacidade de destruir o mundo.

domingo, 5 de agosto de 2012

Vassili Zaitsev: Um dos melhores atiradores da História

Vassili Grigoryevich Zaitsev foi um soldado russo, notabilizado como franco-atirador durante a Batalha de Stalingrado, na Segunda Guerra Mundial,com um total de 242 soldados e oficiais alemães mortos durante o conflito. Zaitsev era neto de caçador e aprendeu a atirar ainda criança, caçando em Eliniski, sua terra natal junto aos Montes Urais, onde vivia como pastor. Inicialmente foi incorporado na infantaria da marinha e chegou a Stalingrado em 20 de Setembro de 1942, com a 284ª Divisão de Fuzileiros. Brevemente foi erguido à categoria de herói nacional, pois os franco-atiradores eram então muito estimulados pelo general Vassili Chuikov, comandante do 62º Exército, encarregado da defesa da cidade contra os ataques do 6º Exército alemão. Ele fixava uma mira telescópica no seu rifle Mosin-Nagant modelo M91/30, calibre 7,62 x 54 mm (semelhante ao 30-06 americano, que facilmente penetrava os capacetes dos alemães, causando dezenas de mortes por tiros certeiros na cabeça. Os números divulgados pelos soviéticos naquela época apontam estimativas de que mais de mil alemães foram mortos por franco-atiradores durante a Batalha de Stalingrado, sendo anunciado que Zaitsev fora responsável por 225 dessas mortes (232 e 242 em outras fontes). Ao fim da guerra, este número subiria para cerca de 470, antes de Zaitsev ser cego por um morteiro. Ele também atuou como instrutor de franco-atiradores do Exército Soviético. Após seus serviços prestados na Segunda Guerra Mundial, ele saiu do exército e foi trabalhar em uma fábrica. Ele faleceu a 15 de Dezembro de 1991, aos 76 anos, na cidade de Kiev, Ucrânia.

O monstro de metal: O Flak 88

Os mais famosos canhões de campanha alemães, eram os excelentes canhões de 88 mm. Eram, na realidade, armas antiaéreas que desempenhavam igual eficiência contra os blindados: os Flak 18, Flak 36 e Flak 37. Um canhão de 88 mm aprimorado, projetado especificamente para a função anti-tanque, foi o Pack 43, que atirava uma bomba de 10,16kg a uma distância de 15, 150 metros e era capaz de penetrar uma blindagem de até 184 mm. Essa arma era mais eficiente até uma distância de 2 quilômetros, mas sabe-se um acaso de um Pack 43 que destruiu um tanque soviético a uma distância de 4000 metros.
Antes que os primeiros regimentos panzer da Waffen-SS fossem for mados, a maioria das unidades da SS dispunham de carros blindados de reconhecimento em suas ordens de batalha. Os tipos mais importantes de carros blindados utilizados por essas unidades estavam distribuídos em duas categorias: os carros blindados leves de quatro rodas e os veículos pesados de oito rodas. Embora fossem categorias distintas, ambas sempre tinham bem guardado um poderoso Flak 88.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

ADOLF HITLER SE TORNA O FÜHRER DA ALEMANHA 02 de agosto de 1934

No dia 2 de agosto de 1934, Adolf Hitler assumiu o poder na Alemanha, fundindo as funções de presidente e de chanceler, passando a se autointitular de Líder (Führer), em medida aprovada pelo parlamento. Alguns dias depois, em 19 de agosto de 1934, ele foi confirmado nesta função por 89,9% do eleitorado em um plebiscito. Apesar disso, Hitler sofreu oposição interna e também teve que se defender de atentados praticados por um movimento de oposição que ficou conhecido como resistência alemã.
Contudo, com o passar do tempo, Hitler soube usar seu poder político e também os meios de comunicação para conquistar o apoio da população. Ele era considerado o salvador da pátria em uma época de depressão econômica e também após o tratado de Versalhes, que puniu a Alemanha depois da Primeira Guerra Mundial.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Os campos de concentração no Brasil

Durante o estado de beligerância do Brasil em relação aos países do Eixo, aconteceram perseguições a pessoas de origem alemã, italiana e japonesa. Pessoas sem qualquer ligação com a política foram perseguidas, nesse período no Brasil existiam campos de concentração para essas pessoas, o governo e a população cerceavam os direitos dessas pessoas, confiscavam seus pertences, dinheiro, bens e outros. A população culpava estes estrangeiros pelos crimes e infrações cometidas pelos seus países de origem.
Os campos de concentração serviam como uma espécie de prisão para essas pessoas, os estrangeiros alemães, italianos e japoneses não podiam morar em áreas consideradas estratégicas, como o litoral, perto de bases militares e etc. Para poder circular no país, os estrangeiros precisavam de um salvo conduto. Por causa destas perseguições, alguns imigrantes preferiram voltar para seu país de origem, porém, a tarefa de atravessar um oceano que estava em plena guerra era dura, pois havia a possibilidade de serem atacados. A caça a espiões nazistas foi grande, o governo procurou os espiões, esses, e alguns dos imigrantes que faziam parte de algum órgão nacional, foram o principal alvo dos campos, pois representavam maior perigo ao Brasil, por causa da suspeita de muitos brasileiros de uma possível invasão alemã no Brasil.

João Barone, entusiasta da Segunda Guerra Mundial e baterista dos Paralamas

João Barone é o baterista de uma das bandas de mais sucesso no Brasil, essa que junto com Legião Urbana, Titãs e Barão Vermelho, forma a base do rock nacional, Os Paralamas Do Sucesso. Também atua como entusiasta da Segunda Guerra Mundial, usa sua paixão por veículos militares antigos para promover uma ideia já esquecida e tão importante quanto o valor e os ensinamentos que a guerra trouxe. Veja a entrevista abaixo:
PSG: Sr. João Barone, você é um entusiasta da Segunda Guerra Mundial, assim como da FEB, gostaria de saber, o que o motiva, e qual a importância, na sua visão, possui resgatar e guardar a história que envolve todo esse conflito? JB: Tive um reencontro com o tema depois que me dediquei a restaurar um jeep Willys MB da Segunda Guerra, ocasião em que fundamos um clube de entusiastas de viaturas militares antigas no Rio, o CVMARJ. Comecei a me interessar com mais motivação pelo tema, pois meu pai dirigia um jeep como esse quando era soldado no Regimento Sampaio, em ação na Itália com a FEB. Nos eventos em que nosso clube participava, sempre dávamos especial atenção aos ex-combatentes, nos desfiles e eventos. Sempre me deparei com a falta de valorização dos da história do Brasil na Segunda Guerra, não apenas do esquecimento dos ex-combatentes, mas tudo que significou o Brasil enviar seus soldados para uma guerra em plena Europa, enquanto nos éramos um país de 4º mundo, tudo que isso significou. Conhecer a história da FEB ajuda a entender os paradoxos do Brasil de hoje.
PSG: Um dos trabalhos que realizou foi o documentário pela History Channel, “Um Brasileiro No Dia D”, gostaria que nos contasse como foi à experiência de refazer os passos de uma batalha tão importante como a do Dia D. E o que o motivou a isso. JB: Está tudo bem explicado no documentário e depois no livro que escrevi: A minha Segunda Guerra. Foi um verdadeiro sonho visitar aqueles lugares na Normandia onde ocorreu o Dia D. Foi emocionante ver como os ex-combatentes são LEMBRADOS e RESPEITADOS por todos, isso foi um dos pontos altos da narrativa. PSG: Assim como o documentário citado antes, um dos motivos de ter escrito o livro “A Minha Segunda Guerra” foi a de que seu pai participou do conflito, como muitos sabem, integrando a Força Expedicionária Brasileira. No livro, você registrou muitos aspectos curiosos da guerra, do documentário que apresentou, bem como de seu pai. Em relação a você, como foi registrar esses fatos? E que repercussão você acha que eles tiveram e ainda tem sobre as pessoas? JB: Eu fico aliviado em saber que existem pessoas que sabem, reconhecem e respeitam a participação do Brasil na guerra, mas a grande maioria desconhece tudo que diz respeito a isso. Nossa missão é não deixar que o sacrifício dos que morreram nos torpedeamentos dos navios brasileiros e nos campos de batalha e nos céus da Itália seja esquecido. Lembrar por que lutaram e por que morreram, deixar esta lição para as gerações atuias e futuras. O brasileiro teve coragem e fibra na luta, não somos um bando de fanfarreiros, como muitos querem nos transformar. PSG: Você é um colecionador de viaturas militares antigas, e faz parte da Associação Brasileira de Preservadores de Viaturas Militares, em sua opinião, qual importância exerce expor para as pessoas algo realmente impactante da Segunda Guerra Mundial, ou seja, as pessoas ouvem muito falar do conflito, de estórias sobre a mesma, mas mostrar de perto instrumentos, réplicas ou verdadeiros, da guerra para as pessoas é algo diferente, qual a influência que isso causa?
JB: Isso passa por certas tecnicidades, coisas que nem todo mundo tem disposição. Eu acho legal saber os nomes dos aviões e tanques, mas tem horas que isso se torna massante. Saber sobre a Segunda Guerra vai mais além do que passear de jeep domingo de manhã, mas eu reconheço que isso leva a outras coisas mais importantes, como o resgate histórico, valores cívicos, essas coisas que chamam de cultura. PSG: Sr. Barone, por favor, deixe suas considerações finais. Obrigado pela entrevista e ainda mais sucesso! JB: A Segunda Guerra é um assunto amplo, que desperta muitos sentimentos, mas acima de tudo, o horror à monstruosidade humana. Na tentativa de dar um bsentido a tudo que aconteceu naqueles tempos conturbados, acredito que a maioria das pessoas que se deixa levar pelo tema reconhece como a guerra foi capaz de despertar o melhor e o pior da natureza humana. Esse é seu grande legado: jamais esquecer.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

O que foi a revolução constitucionalista de 1932?

Antes de falar sobre a Revolução Constitucionalista de 1932, é preciso voltar alguns anos na história para buscar os embriões deste que foi um dos maiores movimentos armados da história do Brasil. Durante a República Velha (1889-1930), formou-se uma aliança entre os estados mais ricos e influentes do país na época, São Paulo e Minas Gerais, cujos representantes alternavam-se no posto da presidência da república naquilo que ficou conhecido como a "política do café com leite". Em 1930, porém, o presidente Washington Luís, representante dos paulistas, rompe a aliança com os mineiros e indica o governador de São Paulo Júlio Prestes como seu sucessor, que venceu as eleições. As oligarquias mineiras não aceitam o resultado e, por meio de um golpe de estado articulado com os estados do Rio Grande do Sul e da Paraíba, colocam Getúlio Vargas no poder. "Getúlio vem com uma nova proposta de modernização do país. O grupo que chega ao poder pretende promover essas mudanças de maneira autoritária, sem consultas eleitorais", conta Alexandre Hecker, professor de História Contemporânea da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Mackenzie. O novo presidente fecha o Congresso Nacional, anula a Constituição de 1891 e depõe governadores de diversos estados, passando a nomear interventores. As medidas desagradam profundamente as elites paulistas tradicionais. "Esses grupos, que eram ligados ao Partido Republicano Paulista (PRP) e haviam sido derrotados pela revolução de 1930, passam a trabalhar em oposição ao governo de Getúlio", diz Alexandre. Já, a partir de 1931, se junta a essa elite deposta um "grupo mais moderno", que exige do governo a criação de uma carta magna que regesse a legislação do país - algo que Vargas vinha adiando cada vez mais - além de eleições gerais para presidente da república. Ao mesmo tempo em que se formava esse grupo opositor, fortaleciam-se, em São Paulo, os chamados tenentistas, constituídos não apenas por militares, mas também de civis que agiam sob sua liderança. "Eles se reuniam no Clube Três de Outubro e apoiavam as ações do governo", explica o professor. "Havia diversas brigas de rua entre os estudantes do Largo São Francisco e esse grupo getulista, os tenentistas". No dia 23 de maio, essas forças se encontraram e se defrontaram nas ruas de São Paulo, o que resultou na morte de alguns estudantes em praça pública, que ficaram famosos como MMDC (sigla das iniciais dos quatro jovens mortos: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. Mais tarde, adicionou-se a letra A, de Alvarenga, ao final da sigla, de outro jovem que acabou morto por causa do conflito). Essas mortes foram o estopim que deu início no dia 9 de julho de 1932 à Revolução Constitucionalista. Com a ajuda dos meios de comunicação em massa, o movimento ganha apoio popular e mobiliza 35 mil homens pelo lado dos paulistas, contra 100 mil soldados do governo Vargas. "Havia uma possibilidade de que outros estados viessem em apoio ao governo do estado de São Paulo, mas ele ficou isolado e, com isso, se desenvolveu uma série de batalhas", destaca Alexandre. Foram quase três meses de batalhas sangrentas, encerradas em 2 de outubro daquele mesmo ano, com a derrota militar dos constitucionalistas. "Moralmente, porém, em termos de denúncia política, o movimento foi vencedor, porque logo depois do término do conflito, o governo federal convocou eleições para uma Assembleia Constituinte, que promulgou a Constituição do Brasil em 1934. Foi também quando, pela primeira vez no país, as mulheres participaram do processo eleitoral", ressalta o historiador. O termo "revolução" para o movimento constitucionalista não é muito adequado àquilo que se propunha fazer, segundo o professor. "Não era uma revolução. Na verdade, desejava-se a normatização da legislação e do processo eleitoral, e não uma mudança no sentido de alteração das relações de poder ou qualquer coisa que significasse uma limitação no processo de desenvolvimento capitalista", afirma. Ele diz que, para alguns historiadores, o movimento é considerado até conservador e anti-revolucionário. "Era uma elite derrotada que queria voltar ao poder e encontraram nesse movimento uma desculpa para isso".